Luz Universal, Mensagem de um Adolecente e O Crucifixo do Haiti
PARA CHAMAR A LUZ UNIVERSAL
Procure um lugar confortável para relaxar e meditar. È importante fazer essa reflexão num ambiente calmo.
Relaxe a mente antes de iniciar pensamentos de luz.
Feche os olhos, respire profundamente três vezes a partir da área do plexo solar e abandone todos os pensamentos exteriores.
Solte a sua imaginação.
Pense no espaço que deseja abençoar com a Energia Universal como um lugar sem teto.
Visualize os raios de Sol banhando seu corpo físico e mental, impregnando-os. Desfrute as sensações de calor, o aquecimento da alma, o total relaxamento de saber que Deus esta com você.
Quando começar a sentir tranqüilidade e serenidade, peça a Deus para abençoa-lo e lhe dar a harmonia interior. Agradeça-lhe pela Sua ajuda.
Agora projete a imagem de qualquer pessoa que você esteja tentando ajudar ou com quem esteja querendo se comunicar no interior dessa bela cena. Observe o rosto dela suavizar-se enquanto recebe a Luz Universal. Envolva-a com os raios e o amor do Sol. Peça a Deus para ajuda-la a encontrar a paz interior.
Aguarde, silenciosamente e pacientemente, que essa pessoa encontre a tranqüilidade, como você já a encontrou.
Abrace-a, mentalmente, com fraternidade. Imagine, de fato, uma relação amorosa. Sinta a harmonia e saiba que tudo ficará bem a partir deste momento.
Agradeça a Deus por tornar possíveis todas as coisas.
Antes de abrir os olhos, pense que a Luz Universal esta sempre ao seu alcance. Abandone o silêncio desse lugar, sentindo-se cheio de amor e harmonia. Caminhe tranqüilamente, sabendo que a Luz Universal pode ser chamada sem reservas para ajuda-lo em qualquer situação.
Sebastião V. Almeida
Mensagem de um Adolescente
“Há pessoas que nunca acham o caminho do seu encontro. Porque na verdade, sempre que se aproximam da trilha certa, fazem questão de se desviar, embora fingir estar procurando. É muito mais fácil para alguns, viver na falsa procura que na responsabilidade de se encontrar. Não passe pela fumaça da ilusão, pois ela mesmo que seja por um minuto, enganará o teu coração e embaçará teus olhos. Se você escorregar na estrada da vida, e até mesmo cair no chão; não fique deitado, chamando o destino. Porque ainda lhe falta muito caminho para andar. E além disso, você só vai atrapalhar a passagem dos outros, que poderão tropeçar no teu corpo caído. E se é triste cair, muito mais triste ainda é levarmos alguém em nossa queda. Os obstáculos da vida só são vencidos com honestidade, lealdade e muita força de vontade. Somos fruto de uma geração que nos julgam incapazes de tomar nossa próprias decisões, mas tomados e surpreendemos a todos.”
Marcelo P. Chaves
O CRUCIFIXO DO HAITI
Acabo de ver a imagem do Crucifixo da Igreja Sacre Coeur du Tugeau, no Haiti, exibida pelo Fantástico, programa da Rede Globo. O templo sagrado desabou e restou aquele Crucifixo, quase intacto, grande, erguido, exposto aos olhares que banham de lágrimas as noites haitianas. As pessoas param em frente a ele, choram e rezam.
Esta imagem provoca o ser pensante. Por que foi assim? Por que aquele Crucifixo resistiu ao equivalente a 30 bombas nucleares como a de Hiroshima? E Cristo ficou ali. Parece ser aquela Sexta-Feira Santa, em Jerusalém, no alto do Calvário.
Pus-me a pensar e contemplar a chocante cena. Abri as Sagradas Escrituras e pus-me a ouvir o Senhor. O Filho do Homem permaneceu naquele lugar, representado pela imagem, para dizer aos sofredores haitianos que eles não estão sozinhos. Jesus Cristo está crucificado com eles e eles com Cristo. “Suas dores são minhas dores; suas lágrimas são minhas lágrimas; seu sangue é o meu sangue. Estou na cruz despido, como vocês que agora se encontram despidos de tantos bens.” Como disse o Profeta Isaías: “a verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores” (Is 53,4).
Os braços do Filho de Deus permaneceram abertos em Porto Príncipe para acolher o clamor de homens e mulheres transpassados pela lança da destruição, da fome, da sede, da perda de esperanças. O lado aberto do Cordeiro de Deus ficou ali, às margens da rua destruída, para dar descanso e consolo aos que ainda gritam por socorro debaixo dos escombros de uma cidade cujo concreto tombou sobre vidas cheias de sonhos. “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos e eu vos darei descanso” (Mt 11,28). O Crucificado resistiuàs forças cósmicas para dar refúgio e abrigo aos que vagueiam pelas ruas sem destino.
O Crucifixo do Haiti foi mais forte que o terremoto para manter viva na mente e coração dos que por aquela rua passarem a boa notícia: “prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão” (Jo 15,13). Ali ficou uma imagem sagrada feita de matéria, porém, ao seu lado, ficaram os corpos de homens e mulheres, que viveram até o fim o Mandamento Novo. Eles foram imagens vivas do Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas. Trata-se da Dra. Zilda Arns e quinze sacerdotes presentes naquela igreja no momento da tragédia. Eles estavam juntos porque queriam amar intensamente as crianças daquela nação que esperavam por vida e vida em abundância.
O Crucifixo do Haiti permanece erguido e o Espírito de Deus fala aos corações das pessoas de bem que salvam aquela sofrida gente. “Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; … Todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mt 25, 35-36.40).
O Crucificado ressuscitou e enviou do Pai o Espírito Santo renovando todas as coisas. Ele ficou naquela destruída rua para dizer: “Coragem, eu venci o mundo” (Jo 16,33). Em meio ao caos da maior tragédia enfrentada pela ONU, há esperança, a luz dissipa as trevas em cada pessoa resgatada com vida, e em cada criança amparada. E o brilho volta a resplandecer nos olhos que agora choram os mortos. É a força criativa e reconstrutora do Amor estampada no Crucificado do Haiti.
Padre Francisco Agamenilton Damascena
Vice-reitor do Seminário Diocesano São José
Uruaçu – GO
Colaborador: Elias Andre Alves
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